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Principal      Colunista: Advogado Normando Júnior
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COLUNISTA

  

 
 
 
 
 
Normando Júnior
 
Advogado 
 
 
 
 
 

O Melhor Presente de Natal

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É praticamente impossível não deixar de perceber que o Natal está chegando. As casas ganham uma ornamentação especial, árvores são iluminadas, jardins decorados e o comércio se movimenta traçando estratégias para melhores faturamentos. As pessoas se mobilizam de tal maneira que nenhuma outra celebração do ano parece igual. Até os mais desavisados podem perceber que dezembro é o mês “das festas”. O comércio se desdobra em turnos de trabalho, promovendo competições, distribuindo prêmios por meio de sorteios, entre muitas outras ações.

Nas empresas, colaboradores brindam a chegada de mais um Natal, com festas, brincadeiras e troca de presentes, toda essa movimentação parece revigorar nas pessoas a força de encontrar um sentido para suas vidas que, por muitas vezes, não passam de dias rotineiros, repletos de superficialidades, os quais se repetem por anos, e assim impulsionados pela “artilharia pesada” dos meios de comunicação que nos empurram para o “paredão do consumismo” em meio as imagens, as propagandas, as ofertas,  sedução  forte,  não conseguimos evitar o desejo do consumo pelo consumo, como forma de satisfazer o desejo de se viver o “espírito de natal”.

E qual é o melhor presente de Natal? Sem dúvida alguma é compreender o seu verdadeiro significado, nos desprendendo para isto, da sedução de trocar o afeto pelo presente, de trocar  um cartão por um cartão, de participarmos de amigos ocultos quando durante todo o ano não procuramos ser  amigos declarado, o verdadeiro espírito do Natal e não deixar de exaltar ao Senhor em seu dia e viver a sinceridade dos seus sentimentos e mandamentos durante todo ano, sem se deixar levar pelo abrandado espírito de natal que somente nesta época permite tudo, abraçinhos, presentinhos e tapinhas nas costas, apertos de mãos e confraternização com aquele “irritante”,  sacolas cheias de presentes e corações vazios, por não se querer compreender que Deus amou o mundo de tal maneira que assim nos deu seu filho, para que todo aquele que nele crê seja salvo,  e o Salvador ao nascer cercou-se das coisas mais simplórias e humilde a que podia, posto sendo filho do Rei, nasceu numa manjedoura, para convidar a toda humanidade e deixar como exemplo para toda a posteridade que  o real sentido do nascimento não está naquilo que adquirimos ou passamos a ser durante a vida, os títulos os bens, etc., o verdadeiro valor da vida está em dá significado a sua existência dando ênfase ao desejo solidário e fraterno do servir ao irmão seguindo a Cristo.

O melhor presente de Natal é o abraço sincero, são as felicitações não pretensiosas de retorno é a caridade sem se almejar reconhecimento, a palavra amiga, um telefonema para aquele parente distante, é o saber relevar as brigas de trânsito, por exemplo, é o perdoar o vizinho ou colega de profissão e assim deixar de falar mal dele a outrem,  é se desprender das vaidades pessoais e sobretudo é  o viver o real natal  e o sentimento que ele propaga, porém durante todo ano, eis o nosso maior desafio, nosso melhor presente a ser dado aos familiares e amigos, ao próximo em geral e a Deus.

Feliz Verdadeiro Natal!

Normando Júnior – Advogado e Colaborador deste Jornal
 
 
 
 
 
 
 


         Valeu Boi!!! Durante muito tempo foi assim, foram 20 anos, e assim pelo menos uma vez no ano e durante três noites o Valentina se vestia de alegria. 

         Com nossa estima nas alturas, nossa gente, se acostumou a esperar esse evento e ai quando de sua chegada, o Valentina se transformava, um velho chapéu guardado desde o outro ano, uma bota surrada e uma calça jeans nova, mulheres o dia inteiro no salão, e nossa comunidade se contagiava, invadidos que éramos por essa estrutura, que pelo menos uma semana antes já começava a mobilizar o Valentina, o passa – passa de caminhões repletos de bois, os ônibus das bandas, os Shows a noite a locução marcante durante o dia, o fato de ter “boi na pista”,  sem dúvida nenhuma, alterava nossa rotina, mexia com o Valentina. 

         Claro que devemos respeitar o contraditório e existem aqueles que serão sempre contra eventos desta natureza, principalmente em razão do barulho que rasga as madrugadas, como já dissemos, é respeitável tal entendimento contudo é inegável a importância que esta festa tinha para a economia de nosso bairro.
         Aliás, não só para a economia, a “Festa do Cawboi”, era o momento em que aparecíamos para os outros bairros, para nossa cidade, nosso Estado, para todo o Brasil, quantos de nós não sabemos de um ou outro pessoense, amigo ou colega de outro bairro que se diz conhecer o Valentina porque aqui já veio justamente na época de uma vaquejada.

         Nosso bairro enfrenta há décadas uma segregação discriminatória causada por uma imagem negativa que lhe foi atribuída, que faz com que, mesmo sendo um bairro que na sua essência é construído por pessoas ordeiras e apesar de ultimamente ser crescente os índices de violências, ainda o somos relativamente pacatos e tendo uma boa parte de suas ruas calçadas e saneadas que obedecem uma estrutura padronizada, mesmo assim o Valentina ainda é visto por muitos lá fora, “riquinhos” medíocres e desavisados, com ares de “favela”. 

         Neste sentido, o “cowboy” também tinha essa função social, fazia do Valentina, na época de sua festa, uma vitrine e por muitas vezes fez-se desmistificar estigmas negativos que contra nosso bairro foram construídos.

         Sendo assim, sem boi, nem pista o resultado é inevitavelmente zero e o Valentina que ao longo de sua História acostumou-se a acomodadamente perder, perde mais essa e assim como já o foi com tantas outras estruturas, sejam elas físicas, repartições públicas, empresas privadas ou de eventos, vão embora deixando só a saudade e o vazio curioso de um bairro que está entre os que mais cresce  em termos populacional sem conseguir, todavia, de forma atrelada alavancar sua economia e nem mesmo um mínimo espaço de entretenimento. 


          O palco onde já subiram, Victor e Léo, Zezé de Camargo e Luciano e tantos outros fenômenos da música brasileira que noutrora sacudiram o Valentina, cederá lugar aos  andaimes, da construção civil que rapidamente erguem prédios que contraditoriamente realizam sonhos, qual seja o da casa própria, ao mesmo tempo que se propõe somente a amontoar gente, sucumbindo antigas áreas verdes ou de e de lazer. Quanto ao Valentina só nos resta agora lutar pela permanência do 5º Batalhão, da Fundação Bradesco e do CPDAC, dada a importância dessas três estruturas no atendimento de nossa População e no engrandecimento lá fora de nosso bairro.

 

Normando Júnior – Advogado e Colaborador deste Jornal  
 
 
 
 
 
 
 

O exemplo é um forte elemento na educação das crianças, à família, os professores e até mesmo os apresentadores dos programas infantis de televisão têm enorme responsabilidade sobre seus gestos e atitudes, cujas características são cuidadosamente apreendidas pelos pequenos. As crianças são como esponjas, quando colocadas em água suja, absorvem água suja, e se colocadas em água limpa, absorverão naturalmente água limpa.


E neste contexto a exagerada exposição midiatica do nudismo atrelado a conteúdos pornográficos e fúteis em horários impróprios, além do sensacionalismo dos telejornais que exibem a todo custo e independente do impacto causado, cenas sanguinárias,  grotescamente violentas de um mundo deteriorado e sem Deus, contribui de uma forma ou de outra para a formação de neo - delinquentes.


Nas crianças, a absorção que se tem dos conteúdos que formarão o seu caráter e atitude comportamental futura  é de forma subliminar, sendo assim, aquele pequeno que acompanha cenas de bebedeira e violência e desrespeito dentro do ente familiar, além de com freqüência assistir programas que instigam a violência e o desrespeito ao próximo,  terão consequentemente tendência maior a se tornarem violentos, servindo no futuro de soldados recrutados para darem continuidade ao já tão conturbado clima em que vivemos de deterioramento da vida,  sublime Bem que Deus nos deu, engajados na promiscuidade, nas drogas e na criminalidade.


Desta feita numa nação em que as crianças podem tudo, e o menor pode até matar com a certeza da impunidade,  a televisão a tudo exibe, e a “eterna rainha dos baixinhos” é uma cidadã que antes da fama até filmes pornográficos fez e quando um filho quis ter não preocupou-se em constituir uma família, assim preferindo contratar um reprodutor, e se por outro lado o Ministério Público, Guardião da Lei,  luta para erradicar o trabalho infantil ao invés de educar o menor para o trabalho, como será o amanhã?  responda quem souber!


De certo que é mais fácil erradicar o trabalho infantil de que erradicar as drogas, pois se as crianças tendem a repetir aquilo que os adultos fazem, e estes por sua vez, estimulados pela massificação midiatica têm preferido a bebedeira, as festas, as farras, o futebol, a agressividade,  os feriados de que o trabalho, alucinados e alienados pelo um mundo fútil de celebridades instantâneas e valores passageiros; é bem mais fácil de fato extrair da criança o desejo de trabalhar de que o desejo de  tomar cachaça dançando o reboleixon.


Sendo assim, muitos fatos e comportamentos  servem de pretexto para que reflitamos sobre nossas atitudes diante de nossos filhos,  pequenos aprendizes, e a idéia de auto policiar-se, em pequenos gestos, palavras e omissões pode e muito contribuir para construirmos uma sociedade futura mais educada, pois somos espelhos para nossos filhos, e quando se evita ser pornográfico, agressivo,  estar embriagado, por exemplo, ou até mesmo jogar o lixo do carro pela janela, é no intuito de inibir neles também tais atitudes no futuro, fazendo com que “absorvam água limpa”,  e mensagens positivas, e assim quando adultos tenham como referencia não só aquilo que falamos mais principalmente aquilo que praticamos no passado  ou que nunca nos viram fazer.


Por fim, resta uma pequena mensagem, cujo autor é desconhecido:

"A tigela de madeira"


Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade. As mãos do velhinho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes. A família comia reunida à mesa. Mas as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de se alimentar. Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, o leite era derramado na toalha da mesa.

O filho e a nora irritaram-se com a bagunça. - “Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai”, disse o filho. - “Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão.” Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação. E desde que o velhinho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora passara a ser servida numa tigela de madeira.

Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes, ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe dirigiam eram de admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou alimento cair ao chão.

O menino de quatro anos de idade assistia a tudo em silêncio. Numa noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira. Ele perguntou delicadamente à criança: - “O que você está fazendo?” O menino respondeu docemente: - “Ah! Estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem quando eu crescer”. O garoto sorriu e voltou ao trabalho. Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que estes ficaram mudos. Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos.

Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente o conduziu à mesa da família. Dali para frente e até o final de seus dias o senhor fez todas as refeições com a família. E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando o garfo caía, o leite era derramado ou a toalha da mesa ficasse suja.

 

Normando Júnior – Advogado e Colaborador deste Jornal
 
 
 
 

O Pensamento Pequeno dos Grandes Políticos

A Macro Política na Paraíba, sempre foi manipulada por atitudes pequenas, desavenças, picuinhas, e interesses particulares, de um grupo, ou de uma família, mantiveram-se sempre bastante relevante e como bandeira de campanha para o Cenário Político de nosso Estado.

Neste ínterim, desde a morte de João Pessoa, estopim de uma revolução, todavia, nascida não de um ideal de transformação social e justiça, mas ao que tudo indica, de uma possível infidelidade, esta apartidária, passando por tantos outros fatos notórios, como o caso Guillever, a ciumeira dos fogos que rachou o PMDB de outrora e fez surgir dois grupos distintos, os atuais adversários postulantes ao Governo do Estado, aliados inseparáveis de um passado não tão distante, além das constantes rachas do PT – PB que vez por outra parece está por se dissolver, nos leva a crer que a Política na Paraíba só tem dois lado: O Cordão Azul e O Encarnado.

E assim de acordo com as conveniências pessoais, dentro da ideologia do quem da mais nossa classe política tem procurado sempre se estabilizar no comando dos poderes, estando tanto de um lado como do outro, todavia sem voltar o olhar verdadeiramente para o social e a construção de um a Paraíba mais prospera e competitiva que possa em pé de igualdade concorrer com nossos vizinhos Estados.

Diante deste cenário, podemos afirmar que nosso povo mantém uma postura conformista, sendo de vital importância à conscientização da necessidade da atuação combativa da sociedade, questionando e cobrando dos políticos que atuem diretamente em prol de causas sociais, abdicando dos anseios estritamente pessoais, e assim sociedade e classe política se articularia de todas as maneiras possíveis para tentar suprir as inúmeras insuficiências e falhas do poder público constituído.

Uma maior mobilização de todas as camadas da sociedade somadas à vontade política e à conscientização da necessidade da substituição dos interesses mesquinhos pela ética e pela moral como norteadores da ação política podem nos indicar um caminho na busca da construção de uma sociedade mais igualitária e decente.

Normando Júnior – Advogado e Colaborador deste Jornal
 
 
 
 
 
 
 

 

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