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Principal      Colunista: Índio "José Pedro de Lima"
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COLUNISTA

  

 
 
 
 
 
ÍNDIO
 
"José Pedro de Lima"
 
 
Cordelista e Poeta
 
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01 - 
 
 
 
Cordel - Direitos autorias: Índio - José Pedro de Lima
 
 
 
 
 
 
vou contar uma hístoria
Passada no maranhão
Esse caso aconteceu
Com dois caros valentões
 Só de pensar fico tonto
Eu vou falar do encontro
De Zé tabaco e João picão
 
Zé tabaco era valente
Igual a um leopardo
Era o filho mais novo
Do coronel Leonardo
Que botou para estudar
Em um colégio particular
Pra ser um bom advogado
O filho de Eduardo
Como era conhecido
Não era um cara legal
Só andava com bandido
Ali onde ele morava
Ninguém do cara gostava
Pois era muito atrevido
 
Alem do grande defeito
Não se comportava direito
E todos os dias bebiam
Seu pai sempre-lhe dizia
Filho pare de beber
Mais o Zé dizia não
Isso só quando eu morrer
Pai eu não, sou como tu
 quero é tomar pitú
 e botar pra derreter.
O cara disse tou fora
O cara disse tou fora
E correu na mesma hora
Igual a um furacão
Na hora que o sujeito
Feito um avião
Chegou um cara estranho
Com um porrete na mão
E disse meu camarada
Tu vai é tomar porrada
E começou a confusão 
 
To parando de beber
Já faz tempo que eu pelejo
Só mesmo a caranguejo
Ainda dar pra descer.
Pai não da pra entender
É sua preocupação
Já avistei o senhor
Com um litro de pinga na mão
E agora vem com essa
Querendo que eu pare de pressas
De tomar o pifão.
Era muito perseguido
Por ser um homem valente
O coronel Leonardo
Deu-lhe o cargo de tenente
Mais ele não se importava
Por qualquer coisa brigava
Ate por uma água ardente
Vos um homem inteligente
Mas isso de nada servia
Para quer tanto estudo
Não comprava e não vendia
 
Um dia um vizinho seu
Lhe roubou uma galinha
Ele pegou o coitado
Deixo o cara castrado
Deu os dois ovos a vizinha
Na hora que a vizinha
Viu os dois ovos na mão
Quando a vizinha
Na hora que a vizinha
Avistou o João Picão
Saiu doida na carreira
E foi chamar seu irmão
Que vinha com Dona Benta
Já puxando a ferramenta
Pra empurra no João
Foi grande a confusão
Ali no terreiro
Naquele momento João              
Segurou o forasteiro              
Foi grande a confusão
Ali no terreiro
Naquele momento João
 
Segurou o forasteiro              
O cara se atrapalhou
 Os seus dois ovos João tirou
E jogou no galinheiro
O cara no desespero
Começou a choraminga
João apertou o cara
Ele pegou a peidar
E naquela agonia
O coitadinho dizia
Amor deixa eu te beijar
João disse vai pra lá
Acho que estais enganado
Tu pensas que eu sou marica
Seu cabeça de viado
Se tu não me respeitar    
Eu vou mandar te capar
E te deixar amarrado.
João Picão era um sujeito
Que brigava por nadinha

Na hora que João Picão
Acabou a discução
Olhou de lado e avistou
Um sujeito bem grandão
O cara olhou espantado
E disse tu es um veado
te conheço pela mão.
Pra que o sujeito disse
Aquilo pra João Picão
João disse seu safado
Agora tu vai pra mão
Com que tu está deixando
Filho eu quero que você
Pare com essa bebida
Mais pai estou procurando
Mas não encontro saída
Hoje eu estou sem assunto
Estão fabricando muito
Não vai faltar pra batida.
Filho deixe essa bebida
Vai ser melhor pra você
Mas pai tou fazendo força
 
O pau começou quebrar
Ali no meio do terreiro
João Picão pegou o cabra
E disse seu estradeiro
Agora tu se ferrou
Eu vou quebrar o senhor
E capar seu desordeiro.
O cara pulou primeiro
Partiu pra pegar joão
 Meu pai não paro mais não
De tomar à carraspana
To bebendo muito pouco
Só uma vez por semana
Filho tu bebe demais
Para tu cair pra traz
Basta beber uma cana
Paramos á discução
De Zé tabaco e o pai
Vamos falar de um sujeito
Ruim de cair pra traz
Era um sujeito grandão  
Conhecido por João Picão
Filho do capitão Morais.
 
Mais João se abaixou
E nele deu um empurrão
Quando o cara levantou
Da cintura ele puxou
Ali um grande facão
Quando ele pegou o facão
E disse você é fraco
O cabra disse o que
Eu-me chamo Zé tabaco
Tu agora se ferrou
Eu vou pegar o senhor
E estourar o seu saco.
João disse seu cretino
Sou neto de lampião
É melhor sai daqui
Pegar outra direção
Tu não vai acreditar
Tu acabou de lutar
com o famoso João Picão .
FIM
 
Índio - José Pedro de Lima
 
 
 
 
 
Cordel - Direitos autorias: Índio - José Pedro de Lima
 
 
 

Sempre acordo cedinho
Esse é meu objetivo
Dou uns 3 telefonemas 
Na operadora vivo
Depois eu vou mim deitar   
Pegar livro estudar
Pra passar no supletivo

Eu que sou meio decisivo
Procuro ficar normal
Vou tomar meu café  
E assistir o jornal       
Ai eu que não sou bobo
Sintonizo á TV Globo
E assisto o Globo Rural.

Depois do Globo Rural   
Meu astral vai lá pra riba
Vou para o mato caçar
O tal coco macaiba
Minha maior alegria
É quando a moça anuncia
Meu Bom Dia Paraíba.
 
O Bom Dia entra no ar
Com um casal que é mil  
O Renato e a Renata
Fala sempre o que viu  
Os dois sempre anuncia
Nossa maior alegria
É mostrar o Bom Dia Brasil.
Bom Dia Brasil termina
Mas não precisa chorar
A Ana Maria Braga  
Que também é de arrasar  
Começa logo sorrindo
Falando acorda menino
É hora de levantar.
É hora de começar 
Nossas coisas resolver 
Por isso não perca tempo 
Cuide logo em fazer
Eu estou chegando agora
Para passar uma hora
Conversando com você.
Eu não entendo o que é
Essa palavra desdém
Mas vou procurar saber
Isso ai de onde vem
Vou chamar a Ana Maria 
Pra nós até o meio dia
Assistir nosso desenho
Quando termina o desenho
Você vai ter que entender
Nossa TV Cabo Branco
Mostra tudo pra você
A Carla e Hildebrando 
Todo dia estão mostrando
O nosso Jota PB.
Termina o Jota PB
Peço que Deus me sorte
Pra mim sair por ai
Não encontrar com a morte 
Quem disse que tou mentindo  
Quero curtir assistindo
O meu querido Globo Esporte.
Já depois do Globo Esporte 
Vou encontrar com a Rose
Eu preciso de um modelo 
Para fazer  uma posse
Se ela não aceitar
Eu mando ela esperar  
Para assistir o Jornal Hoje
Terminando o Jornal Hoje
Eu convido meu amor   
Para nós seguir viagem 
Direto pra Salvador
Quando a gente chegar
Eu digo meu bem vem cá 
Assistir o Vídeo Show.
Chega o fim do Vídeo Show
Quero lembrar pra meu povo
Que os problemas pequenos
Isso eu mesmo resolvo
Quero todos do meu lado   
Consciente e bem lembrado
Pois vale a pena ver de novo.
Nunca gostei de mentir 
Sempre falei a verdade
Sou fiel a quem eu amo 
Adoro a felicidade 
Venha correndo pra aqui
Para junto assistir 
A nova Sessão da Tarde
Já estamos terminando
A nossa programação    
Caro telespectador 
Preste muita atenção   
No que a gente vai fazer
Todos temos que correr  
Pra assistir Malhação.
Depois de um cafezinho
De pão, queijo e mortadela
Todos nós queremos ver
Nossas rainhas mais belas
Junta ao seus amados
Se beijando apaixonados 
Nas nossas grandes novelas.
 
Quando termina as novelas
Ficamos de bom astral
Ai a moça fala
Boa noite pessoal
Fiquem todos onde está
Que a gente volta já 
Com Jornal Nacional
Logo após o Jornal
Com uma mulher muito bela   
Esperamos um pouquinho
Para vermos todas elas
Desfilando e se amando
E um ao outro brindando  
Em mais uma grande novela.
Depois do Jornal da Globo 
Tem o Jô, Intercine e Corujão
Ai nós todos aplaudimos
A grande programação
Ai já ao amanhecer
Tem o tecendo saber 
E o Telecurso meu irmão.
 
Agora eu já falei
Na programação semanal 
Nosso telespectador
Que tem uma visão geral   
Todo mundo quer saber
Como tá o BBB
Em sua reta final.
Sexta e sábado muda tudo  
Na nova programação
Tem dia que o Hulk
Com seu grande Caldeirão 
Ai o chefão avisa
No domingo o Fausto Silva  
Comanda o domingão.
Terminando o domingão 
Vou chamar o matemático
Ele é muito inteligente 
E também muito simpático 
Chamei-o pra minha aldeia
Quando bateu 8 meia
Fomos assistir o Fantástico.
O que Deus me ensinou
Não existe coisa melhor
Não me ensinaram fazer
Não foi ninguém foi eu só
Se queres se divertir
Venha e vamos assistir  
Hoje o domingo maior.
Domingo maior termina
É hora de descansar
Ai paramos um pouquinho
Pros transmissores arrumar
Ai pra nossa alegria
Chega mais um novo dia 
Pra tudo recomeçar.
Pra fazer o que eu fiz     
Tem que ter Deus do seu lado 
Ter uma mente sadia
E ser muito abençoado 
Já fiz a minha história
Só faltava o Altas Horas  
Mas vou deixar registrado.
FIM
 
Índio - José Pedro de Lima

 

 
 
 
 
 
Cordel - Direitos autorias: Índio - José Pedro de Lima
 
 
 

Certo dia em minha casa
Apareceu uma pata
No início  era mansinha
Mas era uma pata chata
Quando ela se zangava
Qualquer bicho beliscava
Principalmente barata.
Não gostava de marmata
Pois ainda era novinha
Mas com os passar do tempo
Me pediu uma amiguinha
Eu falei não tenho não
Eu vou atrás de Chicão
Pra casar com tu Chiquinha.
Ela era engraçadinha
Gosta de pegar besouro
Quando ela não encontra
Vai cantar e cai no choro
Essa pata é decente
por ai tem muita gente
chamando pata de ouro.
 
Não gosta de desaforo
Essa pata faladeira
Todo dia bem cedinho
Vai ciscar lá na mangueira
Chiquinha é bem mansinha
Mais não gosta de Pretinha
Porque ela é arengueira.
A cachorra é traiçoeira
Quando está roendo osso
Por isso a patinha chega
Lhe belisca no pescoço
Pretinha fica zangada
Por ter sido beliscada
Na hora do seu almoço.
Tudo isso é um colosso
Vou dar minha opinião
Chiquinha chegou aqui
Sem pai, sem mãe, sem irmão
Chica foi abandonada
Mas hoje é bem casa
Com pato velho Chicão.
Chiquinha chegou aqui
Ainda quase menina
Mas com o passar do tempo
Foi morar no Valentina
Depois voltou novamente
Para morar com a gente
E cumprir a sua sina.
Chiquinha não se domina
Quando está com Chicão
O pato veio pega ela
Derruba e bota no chão
Depois lhe faz um carinho
E diz pra ela baixinho
Vamos dar ovo ao patrão.
Chiquinha lhe disse não
Pois ainda não é hora
Mas o pato velho disse
Quero Maria e Aurora
É melhor tu ter João
Rosinha e sebastião
natanael e vitória.
Chica falou quero Glória
Pra ficar com os irmãos
Quero Rita e Joana
Pra cuidar da plantação
Quero Mane Simão e Doca
Para catar as minhocas
Pra servir de refeição.
Treze filhos é demais
Assim eu vou me lascar
Chiquinha disse a Chicão
Quer ficar no meu lugar
Chico veio disse tô fora
Assim você me devora
Me incentivando a dá.
Não tô mandando dar nada
Deixe de tua invenção
Todos os dias eu vejo
Debaixo de ti um tripão
Quando vejo o troço fora
Sai correndo sem demora
E lhe dou um beliscão.
Não faça mais isso não
Porque eu fico doido
É mió tu beliscar
Bem perto do meu ouvido
Uma coisa eu vou dizer
Você tem que entender
Que eu sou o seu marido.
Chiquinha disse eu duvido
Tu chegou aqui comprado
Logo assim que tu chegou
Eu  ti vi desconfiado
Eu falei pro meu patrão
O pato veio Chicão
Parece que é viado.
É meio desconfiado
O Chicão pegou falar
Eu acho mió você
Tratar de me respeitar
Porque eu sou o seu macho
Até hoje eu não relaxo
oito funrunfada dá.
É mió tu se calar
Deixar de falar besteira
Ontem avistei você
Debaixo da bananeira
Eu ouvi você falar
Que não podia ciscar
Pois tava com caganeira.
Deixa de falar besteira
Vamos conversar de novo
Já está quase na hora
De mim botar o meu ovo
Já tô fazendo meus planos
Daqui para o fim do ano
Quero onze pato novo
Quando Chiquinha falou
Que queria pato novo
O pato veio endoidou
Começou pensar em ovo
Ai disse meu amor
Tu agora me lembrou
Isso ai logo eu resolvo.
Quando foi no outro dia
Começaram a namorar
Com 15 dias Chiquinha
Foi os seus ovos contar
Ai disse me amor
Meus ovos já completou
Agora eu vou chocar.
Agora vamos falar
Como tudo aconteceu
A Chiquinha se deitou
Em cima dos ovos seus
E lá ficou noite e dia
Sentindo muita alegria
Até que os filhos nasceu.
Chiquinha entristeceu
Ao contar sua ninhada
Só dois patinhos nasceram
E sem poder fazer nada
Reclamou de sua sorte
Pois só restou dois filhotes
perto da mamãe amada.
Com apenas oito dias
Que os patinhos nasceu
O timbú almoçou um
A outra desapareceu
Um cara pegou a bichinha
Matou, comeu com farinha
Depois disse que morreu.
Mas Chiquinha foi enfrente
Outra família ganhou
Nasceram 7 filhotes
Só um o timbú pegou
Os 6 estão com saúde
Pra tomar banho de açude
Pra isso a mãe lhe criou.
Chiquinha vive feliz
Com pato velho Chicão
Eles não dorme em puleiro
Todos só dormem no chão
Mesmo assim são de arrasar
Só levam a vida em cagar
por isso são uns cagão.
Fim.

 

Índio - José Pedro de Lima
 

 
 
 
Cordel - Direitos autorias: Índio - José Pedro de Lima
 

O grande Deus de bondade
És meu mestre e me guia
Te peço meu pai agora 
Bem em plena luz do dia
Pra o Senhor me ajudar 
E eu agora contar 
A história de Maria.

Maria de quem eu falo  
Mora em nossa cidade 
Mas nunca ela foi vista
Por nossas autoridades
Só porque Maria é pobre
Mas tem o coração nobre
E muita honestidade.

É muita simplicidade
Na vivência de Maria 
Mora e vive sozinha   
Sem nenhuma companhia
Não tem pai, mãe e irmão
Vive dormindo no chão 
Em cima da calçada fria.
 
Maria é uma simpatia
Mesmo sem ser empregada  
Dinheiro ela não tem
Mesmo assim não falta nada 
Maria é bem tranquila
Ninguém nunca lhe humilha
Por ela ser da calçada.
Maria foi desprezada 
Por sua própria família 
Que cedo ficou sozinha
Sem nenhuma companhia 
Mesmo assim é conformada
Come e dorme na calçada
Esbanjando alegria.
Mesmo morando na rua
Maria é conformada 
Apesar de enfrentar
Frieza na madrugada
Maria nada reclama
O chão lhe serve de cama
O seu cobertor é a calçada.
Quantas Marias no mundo
Vive sofrendo calada
 É o caso de Maria
Que sofre e é conformada  
Vive sofrendo feliz
Não chora e não se maldiz 
Por ter sido abandonada.
Das Marias que há no mundo
Tem uma especial
É a mãe de Jesus Cristo  
Nossa mãe universal
Maria mãe concebida  
Que ao salvador deu a vida 
Mãe do pai celestial.
Mais existem outras Marias
Que são muito especiais
Maria sem endereço
Que ficou sem os pais 
Cedo foi abandonada   
Vive e dorme nas calçadas
Sem se preocupar jamais.
Uma rua em João Pessoa
É onde vive Maria
Vive e mora ali sozinha 
Sem nenhuma companhia
Maria sem endereço
Vive pagando o preço
Que alguém jamais pagaria.
Sozinha sem companhia
Exposta a chuva e o vento
Nunca reclama da vida
Nem acha que é sofrimento
Maria sem endereço
Nunca soube o que é berço 
Sempre dormiu ao relento.
Como sofre as Marias  
Que não tem onde morar
Não tem mesa e nem cadeira
Nenhum banquinho pra sentar
Mesmo assim são conformadas
Janta e ceia na calçada
Sem se incomodar com lar.
Maria vive a sonhar
Um dia vencer na vida
Espera que Deus lhe dê  
Um dia uma guarida
Ninguém sabe até quando 
Vai continuar sonhando 
Até a grande partida.
Maria não tem amor
Maria não tem paixão 
Maria não tem um lar 
Maria dorme no chão 
Maria foi desprezada
Dorme e come na calçada
Sofrendo na solidão.
 
Maria não tem família
Maria não tem morada
Maria não tem madrinha
Maria não tem afilhada 
Maria não tem fogão 
Maria dorme no chão  
Ali mesmo na calçada.
Maria sofre calada
Não tem pra quem reclamar
Os vizinhos não lhe ouvem
Não pode desabafar
O jeito é ficar assim 
Esperar até o fim  
Quando Jesus lhe chamar.
Maria sempre está
Alegre e sorridente 
Nunca reclama da sorte 
Por não ter uma patente
Vive assim a vida inteira 
Maria é uma guerreira
Mulher forte e competente.
Mulher muito experiente
Dar pra todos perceber
Vejam e olhem o local
Que a  Maria foi viver  
Maria vive sozinha
Lava, passa e cozinha   
Sem achar que é sofrer
 
Oh! Meu Deus quantas Marias 
São jogadas nas calçadas
Lá ficam sobre  relento
Nas noites frias e geladas
Nosso país é assim
É tanta gente ruim  
E as Marias maltratadas.
 
Maria não reclama nada
Por viver na solidão 
Mora e vive sozinha   
Sem pai, sem mãe, sem irmã
Mesmo assim nada reclama
O chão lhe serve de cama
E sua mesa é o chão.
Vivendo nessa aflição
10 anos já se passaram
Mas parece que foi ontem
Seus vizinhos não notaram
Ver faz que não estão vendo
Lá está ela sofrendo
E todos lhe abandonaram. 

Parabéns para as Marias
Que ainda vivem sofrendo
Pois é sofrendo que elas
Vão acabar aprendendo
Veja Maria da Luz 
Maria mãe de Jesus
Todas Marias estão vendo.

Eu amei muitas Marias
Nenhuma posso esquecer
Amei Maria das Graças
Essa me fez padecer
Amei Maria da Luz  
Maria mãe de Jesus  
Essa amo até morrer.

Amei Maria das Dores 
Maria Anunciação
Amei Maria das Graças
Maria da Conceição  
Maria Aparecida
Maria que deu a vida
Ao grande Deus da nação.
FIM
 
Índio - José Pedro de Lima
 
 

 
 
 
Proíbido reprodução:
 
Direitos autorais: Índio - José Pedro de Lima
 
 
 
 
 

 

Até parece que foi ontem

Mas já faz 16 anos

Eu  lembro tudo certinho

Acho até que estou sonhando

Eu não esqueço jamais

Já ficou tudo pra trás  

Mas sempre eu estou lembrando.

 

Lembro tudo e vou riscando

Pra nunca mais esquecer

Pego caderno e a caneta

Quero provar isso pra você

Vou riscando e aprendendo

Pra ver as pessoas lendo

Pra rir, chorar ou sofrer.

 

Quero que meu pai eterno
Avive minha memória
Para mim falar um pouco
Sobre uma linda história
Aconteceu lá no Cristo
Um lugar lindo e bonito
Que sempre temos vitória
 
No ano 92
Perto do mês de São João
Eu tava desempregado
Sem nenhuma ocupação
Não tinha um tostão no bolso
Para pagar um almoço
Fui parar no Almeidão.
Sem ter no bolso um tostão
Para pagar um café
Mesmo assim tava tranqüilo
Porque tenho muita fé
Eu que tenho paciência
Oro pedindo clemência 
A Jesus de Nazaré.
Nele eu tenho muita fé
E sei que sou atendido 
Em todo canto que ando
Por Jesus eu sou seguido
Jesus Cristo obrigado
Por ter me acompanhado
E eu ser seu escolhido.
 
Escolhido para mostrar 
Tudo que é belo e bonito
Coisas que se ver na terra
No alto no infinito
Só o pai da natureza
Deu pra nós essa riqueza
Sem precisar de conflito
Eu quero deixar escrito
Pra ninguém se esquecer
Nome de algumas pessoas
Que eu cheguei a conhecer
Hoje não estão aqui
Foi morar com o rei Davi
E nos deixou a sofrer.
Certo dia eu estava
Lá no ponto de Cem Réis
Apareceu um senhor
E disse tu és fiês
Eu respondi sim senhor
Ai ele me chamou
E disse que pagava dez.
Eu perguntei dez pra que?
Ele disse pra trabalhar
Tou querendo uma pessoa
Pra tomar conta de um bar
Se o senhor quiser ir
Eu posso lhe garantir
Que nunca mais sai de lá.
Logo que eu cheguei ali
Estava tudo parado
Mas eu ganhei a confiança
De um  grande advogado
Ele em mim acreditou
Tudo aquilo me entregou
Fiquei como empregado.
Logo foi chegando gente
Só para se divertir
Tomar sua cervejinha
Jogar biriba e curtir
Sempre chegava a noitinha
Saia de manhazinha
Pertinho do sol sair.
Logo assim que eu cheguei
Pra conhecer o lugar
Um homem me perguntou
Se eu sabia cozinhar
Eu lhe  respondi que não
Sabia comer feijão
Mas nem sabia catar.
Ele disse venha cá
Vou ensinar a você
Tenho três trabalhador
Que nunca traz o comer
Você torra uma galinha
Dá pra essas 3 murrinhas
E veja o que eles vão dizer.
Ali comecei fazer
Do jeito que ele mandou
Eu fiz tudo direitinho
Como ele planejou
E ai eu fiquei esperando
Logo chegou todo bando
Pegou o rango e traçou.
Um deles falou pra mim
O meu nome é Adonias
Gosto muito do seu Silvio
Venho pra aqui todo dia
Meu senhor vou lhe falar
Eu adoro trabalhar
Com o Silvio Tó na maravilha.
Eu respondi tudo bem
Mas quem é o Silvio Tó
Ele respondeu pra mim
Ele aqui é o melhor
Esse homem é competente
Do Bota foi presidente
Sem ele estamos só.
Ele é experiente
Um cidadão de valor
Tem uma profissão valorosa
Um amigo seu me falou
Ele é muito respeitado
Além de advogado
É um grande professor.
Muita gente me falou
Da sua inteligência
Vive aqui no Botafogo
É porque tem competência
O professor Silvio Tó
Do Bota foi o melhor
Devido a experiência.
Não deixou ir à falência
Seu time do coração
Um time que muitas vezes
Lhe fez sentir emoção
Ele é um dos seus fãs
Pois viu no Maracanã
Ele bater no Mengão.
Eu agradeço a Jesus
Por esse grande presente
Me ensinado a falar coisas
Tirado da minha mente
Agradeço de coração
Ao pai de toda nação
Grande protetor da gente.
Vamos voltar ao passado
Lembrar algumas pessoas
Eu acho que ainda moram
Todos em João Pessoa
Fernando Heleno e Ivan
Eu sempre fui seu fã
Pra mim eram gente boa.
Eu nunca vou esquecer
A turma que ia ali
Edmilson, Nivaldo e Jairo
Valdinho, Tota e Juraci.
Veio até Carlos Rian
Cantar pra eu e Mirian
E Tota que não com nós aqui.
Porque ele já partiu
Aqui fez sua historia
Enquanto teve na terra
Viveu momento de glória
Hoje está lá no céu
Ao lado de Gabriel
Jesus e Nossa Senhora.
Índio - José Pedro de Lima
 
 
 
 
 
 

 

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